Karl Kraus e as "frases feitas"
Karl Kraus e as “frases feitas”. Slogan, fanatismo e violência.
“Fique em casa”, “Use a máscara”….Estas são algumas “frases feitas” elaboradas durante a pandemia.
“Frases feitas” funcionam como artifícios linguísticos que visam dominar a mente do ser humano.
Viram slogans e sua repetição incessante quer se tornar algo incontestável. É uma armadilha para concentrar a atenção total do indivíduo.
Esses slogans que nos obrigam à proteção diferem da boa recomendação para termos cuidado. Por exemplo: o bom conselho que recebemos desde criança de olhar para os lados ao atravessar a rua.
Apoderando-se da mente das pessoas, aqueles slogans têm efeito de mandamentos.
O motivo pode ser legítimo, mas o que preocupa é a aceitação acrítica dessas frases como se fossem fórmulas mágicas para escapar de um mal.
Dominadas pela repetição do slogan, a realidade, para muitas pessoas, se resume ao cumprimento do que é repetido. Vira uma tara mental.
Essa repetição espalhada em larga escala por muitos quer impor uma opinião pública inquestionável. É a expressão coletiva do fanatismo.
Como fanáticos, então, acreditam cegamente naquelas “frases feitas” e desejam submeter os que se opõem ou desconfiam do conteúdo delas. Isso pode causar violência.
Tal situação parece confirmar aquilo que dizia Karl Kraus sobre a possibilidade de violência gerada por elas:
“Se a humanidade não tivesse frases feitas, não teria necessidade de armas”.
Direito, política e ilusão: pandemia COVID-19
# Karl Kraus e as “frases feitas”
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