A Páscoa de 2020

A Páscoa de 2020

A Páscoa de 2020

Autora: Giordana Fernandes Pereira de Lucena

Preciso contar uma história que talvez você conheça apenas em parte…

Segundo a Bíblia, depois que o mal entrou no mundo, o homem perdeu o acesso a Deus. Isso aconteceu porque Deus é santo e onde Ele está não pode haver pecado. Para entrar em Sua presença, era necessário fazer uma purificação (expiação de pecados), que consistia no sacrifício de um cordeiro perfeito, sem mácula.

Apenas o Sumo Sacerdote podia entrar no Lugar Santíssimo (também chamado Santo dos Santos) para apresentar os pedidos e orações do povo. Esse lugar ficava dentro do Tabernáculo e era separado por um véu (como uma cortina). Para não ser fulminado pela ira de Deus (sim, ele irou-se contra o pecado do mundo), o Sumo Sacerdote só poderia passar pelo véu se estivesse devidamente purificado.

A primeira Páscoa foi celebrada pelos judeus muitos anos antes do nascimento de Jesus. O povo hebreu era escravo no Egito. Deus havia escolhido Moisés para libertá-los da escravidão. Por causa do coração duro dos egípcios, Deus enviou diversos males: pragas, doenças etc. Por fim, estando o Faraó irredutível, Deus decidiu enviar o anjo da morte. Antes, porém, ordenou que o povo hebreu matasse um cordeiro e, com o sangue dele, ungisse as portas das suas casas. Eles não deveriam sair, até que todas as instruções fossem cumpridas. Uma das instruções era que as famílias deveriam comer a carne do cordeiro. À noite, quando o anjo da morte passou, morreram todos os primogênitos de todas as casas onde não havia o sangue na porta. Depois desse evento, o faraó, que também havia perdido o seu filho primogênito, decidiu libertar o povo judeu.

Muitos anos depois, justamente durante o período da Páscoa judaica, Jesus fez a Santa Ceia, ensinando que, em memória dele, deveriam comer o pão e beber o vinho. Ao repartir o pão, Ele disse: “essa é a minha carne”. Ao tomar o cálice, deu graças e disse aos discípulos: “esse é o meu sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos, para perdão de pecados”. Depois, Cristo se entregou em sacrifício santo por todos nós, como cordeiro perfeito, imolado, sem pecado (por isso a expressão “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”). Ele foi o próprio sacrifício pascal! E esse sacrifício singular é suficiente para nos purificar, salvar as nossas almas da morte eterna e nos dar livre acesso à presença do Pai (a Bíblia diz que, no momento da morte de Jesus, o véu do templo se rasgou, sinalizando que não havia mais separação).

Na primeira Páscoa, a morte do cordeiro representou, momentaneamente, purificação, vida e liberdade para os hebreus. Já a morte de Cristo nos trouxe a vida eterna, perdão dos pecados e a liberdade pelo conhecimento da Palavra de Deus. Ele nos disse: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. E disse ainda: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai a não ser por mim”.

Não sei se você ligou os fatos, mas, na data de hoje (Páscoa de 2020), assim como na primeira Páscoa, as famílias estão trancadas em suas casas enquanto o “anjo da morte” está passando do lado de fora…

A diferença é que não precisamos de sacrifícios repetitivos para obter vida, liberdade e perdão. Tudo isso nos foi disponibilizado pela GRAÇA, mediante o sacrifício perfeito de Cristo!

Portanto, nessa Páscoa tão atípica e cheia de significado, desejo que o sangue do Cordeiro de Deus (Jesus Cristo) te purifique de todo pecado, guarde a tua casa e te dê vida em abundância!

Jesus venceu a morte! Ele ressuscitou… Aleluia! Feliz Páscoa!

# A páscoa de 2020

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