“Os Demônios” de Dostoiévski e os ataques às igrejas no Chile. Da doença ao crime.

“Os Demônios” de Dostoiévski e os ataques às igrejas no Chile. Da doença ao crime.

“Os Demônios” de Dostoiévski e os ataques às igrejas no Chile. Da doença ao crime.

“O revolucionário é um homem condenado. Não se interessa por nada, não tem sentimentos, não tem laços que o unam a nada, nem sequer tem nome.
Nele, tudo está absorvido por uma paixão única e total: a revolução.
Nas profundezas do seu ser, rompeu amarras com a ordem civil, com a lei e a moralidade. Se continua vivendo em sociedade, é somente com a ideia de destruí-la.” (J.M. Coetzee)

Os ataques incendiários às igrejas no Chile por grupos de extrema-esquerda com dizeres a exemplo de “muerte al nazareno” são a face mais clara, violenta e odiosa do que o Papa Bento XVI chama de “moderno credo anticristão”.

Revolucionários socialistas, mesmo os que tentam ser tolerantes, odeiam a religião, principalmente, o cristianismo.

Para Dostoiévski, numa passagem do livro “Os Demônios”, o socialismo seria uma espécie de doença mental que evoluiria para o crime e o desespero. Um misto de crença obsessiva pelo igualitarismo e desejo de poder motivados pelo ódio e destruição.

Dostoiévski, então, nos traz o personagem Stavroguine que, em determinado momento da narrativa, acha que nunca foi socialista, pois o socialismo seria uma doença que o acometera.

Não satisfeito com a perda da “energia cívica” insuflada pelo socialismo, pergunta ao dr. Dobroliubov, outro personagem, se existiria um remédio para aumentar esse tipo de energia.

Diz Stavroguine:

“Não tenho nada de socialista. Suponho que era uma doença.”

Continua:

“Quando perguntei por brincadeira ao doutor Dobroliubov: não existem gotas que estimulem a energia cívica?”

O médico respondeu:

“Não, creio que para estimular a energia cívica não existem, mas para estimular a energia criminal talvez se encontrem.”

Como se fossem pacientes do dr. Dobroliubov, esses revolucionários que atacam igrejas são estimulados por “gotas” de ódio que produzem “energia criminal” suficiente para destruir templos religiosos e instaurarem o caos.

Leia também:

Os frutos podres da Face totalitária da democracia e do laicismo doentio

A legislação de Smierdiàkov

Publicado no blog Guedes & Braga

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Luís Fernando Pires Braga

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