“Dr. Fischer de Genebra ou a Festa da bomba” de Graham Greene

“Dr. Fischer de Genebra ou a Festa da bomba” de Graham Greene

“Dr. Fischer de Genebra ou a Festa da bomba” de Graham Greene

Greene o escreveu aos 75 anos e fez uma pequena obra-prima.

Trata-se de um livro de 143 páginas, de fácil leitura e, ao mesmo tempo, profundo.

Conta a história de amor entre Alfred Jones, homem maduro, desencantado, que tem um defeito na mão e Ana Luísa, uma bela jovem, filha do Dr. Fischer, um bilionário sádico.

Este magnata diabólico promove festas onde testa a avareza e o hedonismo de seus convidados, humilhando-os.

Jones, por sua vez, tocado pelo amor de Ana, é um rival para o bilionário, que não acredita no amor.

Está delineado, assim, o panorama do bem e do mal, por Greene, através do homem comum que conheceu o amor e do homem super-rico que só conhece o dinheiro e o poder como razões da existência.

Há um trecho, no livro, onde a conhecida expressão religiosa “Graças a Deus” é comparada a “Graças ao Dr. Fischer”!

Em tempos de Facebook que considera “Glória a Deus” discurso de ódio, podemos dizer que o criador do agora chamado “Meta”, classificaria “Graças ao Dr. Fischer” um discurso de amor!

O notável escritor inglês nos traz o arquétipo de todo homem rico, que faz da própria fortuna um instrumento de dominação e perversão e de pessoas que atribuem um valor místico à riqueza e às pessoas ricas.

“A Festa da bomba”, título alternativo, se refere a uma reunião onde o sádico bilionário distribui “gordos” cheques, mas num deles está escondido um artefato explosivo, o qual pode matar o convidado que o abrir. É uma espécie de roleta russa.

Aqui, podemos traçar um paralelo com outro bilionário, um investidor em vacinas anticovid-19, as quais nem são tão eficazes e podem causar sérios danos colaterais. É também uma espécie de roleta russa, só que em escala planetária e com resultados bem mais perigosos.

E os fanáticos pelos imunizantes, aqueles que gritam “ciência” sem saber o significado dela e nem mesmo consultam médicos honestos para saber se devem ser vacinados, são os convidados para a “festa da vacinação”, ou, de certa forma, para um novo tipo de “festa da bomba”.

Agências reguladoras
Agências reguladoras

Leia também:

A importância da ficção em Chesterton. Porque precisamos nos alimentar tanto dos fatos quanto da ficção.

Publicado no blog Guedes & Braga

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Luís Fernando Pires Braga

Advogado.

Recent Comments

  • ODILON ROCHA

    Texto sublime; ainda mais pelo paralelismo com a situação atual.
    Sim, há convidados em profusão para a festa bomba.
    Obrigado pela dica do livro.

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