Hostilidade empresarial no Brasil e possíveis soluções na visão de um empresário sonhador!

Hostilidade empresarial no Brasil e possíveis soluções na visão de um empresário sonhador!

Hostilidade empresarial no Brasil e possíveis soluções na visão de um empresário sonhador!

Eurico Alves Monteiro Neto           

Há algumas décadas, no Brasil, tratou-se de “demonizar” a atividade empresarial.

            Tratam os empresários e empreendedores como exploradores do trabalhador, bem como sonegadores em potencial de impostos e são tratados pela justiça (trabalho) e pela fazenda pública como culpados, até que se prove o contrário.

            O brasileiro é comemorado como um dos povos mais empreendedores do mundo, à frente de alguns países ricos, porém, somos o pior tipo de empreendedores. Somos empreendedores por necessidade. Não à toa, somos campeões em mortalidade de empresas. No Brasil, segundo o IBGE, 21% das empresas não sobrevivem ao primeiro ano de vida e 60% fecham as portas em até 5 anos.

            Os números são mais cruéis se levarmos em conta apenas as micro e pequenas empresas. A falta de educação empresarial, bem como a dificuldade em abrir e gerir empreendimentos, são fatores importantes, mas não são os únicos a explicar esta situação caótica.

            Grandes empresas estão enxugando seus quadros de funcionários, isso não é só no Brasil, mas em todo o mundo. Novas tecnologias e facilidades da vida moderna impulsionam esta realidade que tem nome e é antigo, o desemprego estrutural.

            O que o trabalhador demitido e com o dinheiro da rescisão em mãos faz? Em um ato de desespero e de necessidade, aventura-se a ser patrão. Vai empreender, muitas vezes julgando estar preparado para competir, inclusive com a empresa que o empregava. Mecânicos, cozinheiros, balconistas, dentre outros que sonham em ter liberdade e segurança financeira, empreendem em sua maioria por necessidade, sem um preparo prévio em gestão de negócios.

            Os que optam pelo empreendimento irregular, sofrem nas mãos dos fiscais; os que optam por abrir um empreendimento legalizado, terão custos astronômicos, bem como ficarão sob o jugo do Estado, onde os impostos drenam o fluxo financeiro da empresa.

            No ranking do banco mundial, que mede a regulação do ambiente de negócio, de 190 listados, o Brasil se encontra na posição de número 124 em relação à facilidade em se fazer negócio e em 170 relativo à obtenção de alvará de construção e em 104 na facilidade de obtenção de crédito.

            Para efeito de comparação, a Nova Zelândia lidera o ranking geral, na facilidade em fazer negócio, ocupando a 7ª posição em obtenção de alvarás de construção, e também lidera o ranking no quesito obtenção de crédito. (Fonte: https://portugues.doingbusiness.org/pt/rankings).

            As grandes empresas dispõem de capital para investir em novas tecnologias e, consequentemente, reduzir seus quadros de funcionários. Fazem isso para obter eficiência e para fugir da caótica legislação trabalhista do Brasil. Portanto, elas não são a solução para a crise a qual nos encontramos.

            Para ocuparmos a mão de obra que se encontra ociosa, temos que facilitar e dinamizar o ambiente de negócio, permitir que cada cidadão busque seu sustento individual e permitindo o aumento da circulação de capital em todo ambiente produtivo.

            O governo do presidente Jair Bolsonaro, através do ministro Paulo Guedes, tem implementado políticas no sentido de facilitar a vida do pequeno empreendedor, como foi o caso da Lei 13.874/219, denominada de Lei da liberdade econômica; a Lei 13.999/2019, que institui o programa nacional de apoio às micros e empresas de pequeno porte (Pronampe); e a medida provisória da carteira verde e amarela, com a qual  seria possível  a contratação de funcionários com custos de impostos mais baixos, perfeito para pequenas e microempresas, porém, o Congresso Nacional deixou que esta “caducasse”.

            Portanto, se quisermos crescer como país e nos desenvolvermos economicamente, temos que apoiar as micro e pequenas empresas, pois é onde existe “espaço” para crescimento, porque os outros setores da economia, ou estão estagnados, ou estão automatizados. O que o empreendedor deseja é a desburocratização, o acesso a crédito barato e à qualificação (tanto do empreendedor quanto dos seus colaboradores), bem como tratamento justo, sem perseguições (muitas vezes por preconceitos culturais enraizados no proceder de determinadas carreiras estatais) por parte de determinados setores do aparelho estatal.

P.S: Eurico é empresário há vários anos no Brasil e, atendendo a um pedido nosso, escreveu o texto a partir da sua vivência como empreendedor e conhecedor (não apenas da teoria, mas especialmente da prática) das dificuldades de se abrir e de se manter um negócio diante do oceano de regulações estatais, da pesada carga tributária, dos encargos trabalhistas, previdenciários etc. que sufocam a atividade empresarial.

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Artigo publicado no blog Guedes & Braga

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