O Relatório Matić e a moção sobre o aborto aprovada no Parlamento Europeu. Progressismo, niilismo e a manipulação do direito.

O Relatório Matić e a moção sobre o aborto aprovada no Parlamento Europeu. Progressismo, niilismo e a manipulação do direito.

O Relatório Matić e a moção sobre o aborto aprovada no Parlamento Europeu. Progressismo, niilismo e a manipulação do direito.

A moção radical a favor do aborto aprovada no Parlamento Europeu, comemorada pelos progressistas, reflete a “Face totalitária da democracia”. Além da aprovação do aborto, proibiram a objeção de consciência.

Antes da votação, o Deputado croata Pedras Matić, autor do relatório aprovado, disse:

“Amanhã é um grande dia para a Europa e para todo o mundo progressista. Amanhã decidimos sobre pôr a Europa como uma comunidade que escolhe viver no século XXI ou no XVII. Não deixem a história lembrar de nós como os atrasados”.

Como se lê acima, a motivação para aprovar a moção é não ser atrasado. A decisão democrática do Parlamento Europeu estabelece uma classe de seres humanos indesejáveis que pode ser exterminada no ventre de uma mulher e sem direito à defesa. O deputado relator chama a isso de “progresso”. Para ele e os que aprovaram a moção é estar no século XXI.

É, na verdade, um retrocesso que permite a matança de bebês não-nascidos e persegue quem se opõe a esse morticínio. É o tipo do avanço de um ideal sem substância, produzindo consequências trágicas e niilistas.

O Direito, por sua vez, no nosso tempo, virou um conjunto de decisões manipuladas para expressar o Poder de quem o detém. Ou seja, de quem tiver força para influenciar a decisão que cria e multiplica direitos injustos que são contrários a essência do próprio direito. Os progressistas europeus detêm esse poder e manipulam o direito.

É um direito que não comporta valores ou que os inverte completamente. A moção aprovada, pois, nega a vida a um bebê e persegue quem se recusar, por objeção de consciência, a colaborar com a prática do aborto.

A colonização cultural e político-ideológica do direito chegou ao ápice no Parlamento Europeu após a aprovação dessa moção radical a favor do aborto e da perseguição aos objetores de consciência.

Esse Poder que influencia o direito, tornando-o um mero jogo de interesses diabólicos pertence a uma classe de pessoas que podemos chamar de niilistas.

É um grupo de pessoas imerso num nada de valores e de moral, sob o nome de progressismo, restando somente pleitear a liberdade ilimitada, sem possibilidade de objeção, para autorizar a prática de qualquer ato conveniente a um indivíduo ou a um grupo, ainda que desse ato resulte o assassinato de um inocente.

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Leia também:

A Face totalitária da democracia. Reflexões em Rèmi Brague e T.S. Eliot.

Direito, moral e a destruição da ideia de direito

Publicado no blog Guedes & Braga.

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Luís Fernando Pires Braga

Advogado.

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