Ocultismo e religiosidade na política

Ocultismo e religiosidade na política

Ocultismo e religiosidade na política

Não é de hoje que o *ocultismo e a **religiosidade influenciam o poder e a política. É algo tragicômico!

Na Bíblia, no primeiro Livro de Samuel, temos o relato de uma consulta mística feita pelo Rei Saul a uma famosa bruxa, conhecida como bruxa de Endor. O resultado desse encontro foi o castigo de Deus e a morte do rei.

Os casos são inúmeros no decorrer da história da humanidade.

Na Rússia czarista, tivemos Rasputin, um misterioso monge com supostos poderes “místicos”, influenciando a corte de Nicolau II e o próprio Czar. De nada adiantou, Rasputin foi morto, sobreveio a Revolução Russa e toda a família real foi assassinada.

Mesmo na comunista e materialista União Soviética, algumas lideranças tentaram usar paranormais como “arma de guerra” e vencer a “Guerra Fria”. Nina Kulagina, a mais famosa paranormal da URSS, parou, com a mente, o coração de um sapo! E foi só isso.

Já no Haiti, de Papa e Baby Doc, tivemos a brutal polícia política daqueles ditadores: os Tonton Macoute, que praticavam o voodoo (Vodu), mas o que funcionava mesmo era a tortura e os assassinatos brutais perpetrados contra os perseguidos políticos.

Na literatura, Evelyn Waugh, em sua trilogia sobre a segunda guerra mundial, satirizou esse tipo de coisas com o inesquecível personagem Dr. Akonanga, que fora contratado pelo governo britânico para fazer feitiçaria contra os nazistas.

No Brasil, na presente eleição presidencial, apareceu um satanista, dizendo preferir um determinado candidato. Logo apareceram fundamentalistas religiosos, fazendo acusações e advogados para dissociar a imagem do candidato presidencial relacionada ao satanista. Este, ao ter vídeos censurados e perder dinheiro, abandonou seu candidato.

Uma digressão: o saudoso Padre Quevedo ao investigar um outro satanista, que se dizia possuído pelo próprio demônio, tentou falar com ele em aramaico (era essa a língua falada à época de Nosso Senhor Jesus Cristo). Após a tentativa, o famoso padre parapsicólogo descobriu, então, que o diabo desse “adorador de satã” era analfabeto!

Além disso, temos, nesta eleição presidencial brasileira, pastores, padres, etc, de um lado e de outro, travando uma espécie de batalha do bem contra o mal, evocando o nome de Deus a toda hora como se tal atitude fosse resolver o pleito eleitoral. Isso me fez lembrar uma antiga frase: “Deus só é traído pelos seus”.

Não é razoável essa religiosidade toda para influenciar uma eleição. Deus pode muito bem deixar o pior acontecer, nem por isso ficaremos com raiva Dele nem desanimados. “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo. Eu venci o mundo” (João, 16:33), disse Nosso Senhor Jesus Cristo. Devemos rezar sempre para aceitar os desígnios de Deus! Às vezes, Ele nos impõe as mais duras provas, nos castigando por causa dessa adoração ao mundo e à temporalidade.

P.S.: *Ocultismo: como a crença em algo não material que supostamente influenciaria a estrutura da realidade. Os exemplos passam por bruxaria, “Força vital”, paranormalidade , etc

** Religiosidade no sentido de exteriorizar a religião sem levar em conta os seus aspectos transcendentais. Tem como consequência a proclamação do nome de Deus em vão, tentando, com isso, obter benefício próprio ou de outro.

Leia também:

A questão do voto dos cristãos e o problema da adesão a vertentes políticas

Evelyn Waugh e a 2a Guerra Mundial. Parte II. “Sangue, suor e lágrimas” e o “Dr. Akonanga”

Publicado no blog Guedes & Braga

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Luís Fernando Pires Braga

Advogado.

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